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Quanto custa um SDR para imobiliária

O salário é a menor parte do custo, e não é ele que decide se compensa.

A conta que quase todo dono de imobiliária faz de cabeça é o salário. Alguém para responder o WhatsApp, separar curioso de comprador e passar para o corretor só o que presta. Parece um cargo barato porque não é corretor e não fecha venda.

Essa conta erra por dois motivos: o salário não é o custo, e o mês não é a unidade certa de comparação.

O que entra na conta de verdade

Manter uma pessoa dedicada a atender e triar lead custa muito mais que o contracheque:

Somando o pacote, a faixa que uma operação gasta para manter essa função de pé fica entre R$ 4.200 e R$ 8.000 por mês, o que dá R$ 50 mil a R$ 96 mil por ano.

O detalhe que muda a conta: você não está comprando 24 horas

A semana tem 168 horas. Uma jornada integral cobre 44 delas.

Ou seja, uma contratação em tempo integral compra pouco mais de um quarto da semana, e compra justamente o pedaço em que o seu cliente também está trabalhando. Desconte férias, feriado, folga, almoço e atestado e o pedaço encolhe mais.

Quem procura imóvel manda mensagem à noite, no fim de semana e no feriado, porque é quando sobra tempo para pensar em mudar de casa. Contratar uma pessoa em horário comercial resolve o pico da sua agenda, não o pico do seu cliente.

Para cobrir noite, fim de semana e feriado com gente de verdade não é uma contratação: são três ou quatro, em escala. A conta anual sai da casa das dezenas de milhares e vai para a das centenas.

A comparação honesta nunca é "pessoa contra sistema". É pessoa cobrindo um quarto da semana contra qualquer coisa que cubra os outros três quartos.

O custo que ninguém coloca na planilha: o cargo é um degrau

Esta parte só aparece depois do primeiro ano.

Quase ninguém entra numa imobiliária querendo ser pré-atendente para sempre. Entra porque quer virar corretor. E é bom que seja assim: quem tria lead o dia inteiro aprende a carteira, aprende a ouvir e ganha repertório mais rápido que qualquer treinamento.

O problema é o efeito disso na sua operação. No exato momento em que a pessoa fica boa no atendimento, ela quer sair dele. Ou vira corretora na sua casa, e você recomeça a busca, ou vira corretora na casa de outro, e você recomeça a busca tendo pago o treinamento.

Rotatividade em pré-atendimento não é azar de contratação nem falha de gestão. É a natureza do cargo. Quem monta a operação contando com estabilidade nessa posição está planejando errado desde o começo.

As alternativas, com o preço real de cada uma

O corretor tria o próprio lead

Custo direto zero e o mais caro em conversão. O corretor tria pelo critério dele, que é o tempo dele: responde primeiro quem parece mais fácil e empurra o resto. O descarte nunca é registrado como descarte, simplesmente não recebe resposta.

Rodízio no grupo do WhatsApp

Barato e rápido de montar. O que ele mede não é quem atende melhor, é quem estava com o celular na mão. E o lead que ninguém pega não dispara aviso nenhum.

Terceirizar o pré-atendimento

Funciona e resolve volume, mas traz o mesmo limite de horário mais um problema novo: quem atende não conhece a sua carteira nem a sua região, e imóvel é produto local.

Automatizar a triagem

Primeiro contato e triagem são a parte mais repetível do funil: região, faixa de preço, finalidade, prazo, forma de pagamento, e separar quem está pronto de quem está passeando. Numa operação medida por 30 dias, 157 leads foram atendidos, 93% tiveram interação real e 45% chegaram qualificados sem nenhuma intervenção humana. Os 21% descartados pelo sistema também são resultado: é tempo de corretor que não foi gasto.

Quando contratar é a resposta certa

Boa parte do valor de uma pessoa nessa função não está no lead que chega, está no que ela faz para fora:

Se é isso que falta na sua operação, automatizar não resolve e a contratação se paga sozinha. Se o que falta é responder rápido e triar volume que já chega, você está pensando em contratar alguém para trabalho de esteira.

A conta de três linhas

Se o custo anual da alternativa cabe dentro de uma comissão, o assunto deixa de ser despesa e passa a ser risco de continuar como está. Para referência de faixa: a Imob8 trabalha com implantação a partir de R$ 2.500 e mensalidade a partir de R$ 1.500, enquanto manter a mesma função com uma pessoa em horário comercial custa de R$ 50 mil a R$ 96 mil por ano.

Perguntas frequentes

Quanto custa um SDR ou pré-atendente para imobiliária?

Contando salário, encargos, provisões, posto de trabalho, rampa de treinamento e supervisão, a função custa entre R$ 4.200 e R$ 8.000 por mês, ou de R$ 50 mil a R$ 96 mil por ano. O contracheque isolado subestima bastante, porque deixa de fora o tempo de quem supervisiona e o custo de recomeçar a cada substituição.

Uma contratação cobre o atendimento fora do horário comercial?

Não. A semana tem 168 horas e uma jornada integral cobre 44, ou seja, pouco mais de um quarto da semana, e justamente o quarto em que o cliente também está trabalhando. Quem procura imóvel manda mensagem à noite e no fim de semana. Para cobrir noite, fim de semana e feriado com gente seriam três ou quatro contratações em escala.

Por que o pré-atendimento tem tanta rotatividade em imobiliária?

Porque o cargo é degrau, não destino. Quase ninguém entra querendo triar lead para sempre, entra querendo virar corretor, e triar lead o dia inteiro é o treinamento mais rápido que existe para isso. No momento em que a pessoa fica boa no atendimento, ela quer sair dele. Isso é natureza do cargo, não falha de contratação, e precisa estar previsto no plano.