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Cliente achou um imóvel mais barato na internet: o que fazer

Não desqualifique o anúncio. Compare de verdade, e esteja pronto para admitir quando o mais barato é melhor mesmo.

Quando o cliente chega com "achei um igual mais barato na internet", o reflexo do corretor é desqualificar: "esses anúncios são furada". Reflexo errado. Às vezes o anúncio é furada, às vezes é um negócio melhor que o seu, e o cliente só vai confiar no seu veredito se você demonstrar disposição real para os dois desfechos.

A resposta profissional é uma só: "me manda o link, vamos comparar juntos". Preço de anúncio é a linha mais rasa da comparação. Por baixo dela: estado real do imóvel, andar e posição, vaga, valor de condomínio, situação da documentação, se o anúncio está sequer atualizado. Dois imóveis "iguais" no título quase nunca são iguais na escritura.

A comparação honesta é a única resposta que ganha nos dois cenários: se o seu imóvel for melhor, ficou provado; se o outro for melhor, você ganhou algo mais raro que a venda, a confiança.

E existe o terceiro cenário, frequente: o anúncio desatualizado ou irreal, com preço de meses atrás ou imóvel que nem está mais disponível. Não acuse de cara, proponha verificar. Se a isca se confirmar, quem desarmou foi você.

Mensagens prontas para copiar

Troque o que está entre colchetes, [nome], [imóvel], pelos dados reais antes de enviar.

Me manda o link

Primeira resposta. Abertura genuína para comparar, sem defensiva.

Boa, [nome], me manda o link? Falo sério: quero comparar com você.

Se for negócio melhor que o que te mostrei, eu mesmo vou te dizer. Se tiver diferença escondida que explica o preço, também. Nos dois casos você sai ganhando.

A comparação por camadas

Você recebeu o link e vai devolver a análise. Estruture a comparação.

Analisei os dois, [nome]. Comparação honesta, camada por camada:

Área e planta, andar e posição, vaga, estado de conservação, valor de condomínio e situação de documentação, te mando o quadro com o que cada um tem.

Spoiler do método: preço de anúncio é só a primeira linha. As outras é que dizem qual negócio é melhor de verdade.

Quando o mais barato é melhor mesmo

A comparação confirmou que o outro imóvel é o melhor negócio. Admita, e ofereça ajuda.

Vou te falar o que a análise mostrou, mesmo não sendo o melhor pro meu bolso: esse que você achou está bem posicionado, sim.

Se quiser seguir nele, posso te ajudar na verificação e na negociação, documentação, proposta, contrato. Meu trabalho é você fechar um bom negócio com segurança, não te prender ao meu anúncio.

Como prefere seguir?

Verificar antes de confiar

O anúncio tem sinais de desatualização ou preço fora da realidade. Proponha checar, sem acusar.

[nome], antes de usar esse anúncio como referência, um passo que evita frustração: deixa eu verificar se ele está ativo e se o valor está atual.

É comum anúncio ficar no ar com preço antigo, ou de imóvel que já foi vendido, só pra gerar contato.

Te confirmo até [hora]. Se estiver tudo certo, comparamos pra valer. Se não estiver, você acabou de escapar de perder tempo.

O custo além do preço

Os preços são de fato diferentes e a conversa precisa ir do preço de anúncio ao custo total.

Uma lente que muda essa comparação: preço de compra não é custo total.

Imóvel mais barato precisando de reforma, com condomínio mais alto ou documentação pendente pode custar mais no fim do que o mais caro pronto e regularizado.

Quer que eu monte a conta completa dos dois cenários? Aí a comparação fica entre custos reais, não entre títulos de anúncio.

Follow-up da comparação

Alguns dias depois de entregar a análise, se o cliente silenciou.

[nome], ficou alguma dúvida na comparação que te mandei?

Se quiser, marcamos visita nos dois imóveis no mesmo dia, é o jeito mais rápido de sentir a diferença que os números contam. Papel compara bem, mas pisar no imóvel decide.

Tenho [dia] livre. Topa?

O que não fazer

  • Desqualificar o anúncio de cara. "Isso é furada" sem olhar o link soa como medo da comparação. Às vezes é furada, mas quem afirma antes de verificar perde a razão até quando tem.
  • Comparar só o preço. Aceitar a comparação rasa é jogar no campo errado. Estado, condomínio, documentação, posição, é aí que negócios "iguais" se separam.
  • Mentir ou exagerar defeitos do concorrente. Se o cliente visitar e descobrir que o outro imóvel é bom, toda a sua análise anterior vira suspeita retroativamente.
  • Não admitir quando o outro é melhor. O corretor que só aprova o próprio anúncio é vendedor; o que reconhece o negócio bom do cliente vira consultor para a vida.
  • Ignorar a possibilidade de anúncio-isca. Preço irreal e imóvel indisponível existem aos montes. Verificar disponibilidade antes de comparar poupa o cliente, e desarma a referência falsa.

Perguntas frequentes

O que responder quando o cliente achou um imóvel mais barato na internet?

Peça o link e proponha comparar juntos, de verdade: área, estado, andar, vaga, condomínio e documentação, não só o preço do anúncio. A disposição genuína de comparar, inclusive de admitir se o outro for melhor, é o que dá peso ao seu veredito.

Como comparar dois imóveis além do preço?

Por camadas: metragem e planta, posição e andar, vaga, estado de conservação, valor de condomínio, situação da documentação e custo de eventuais reformas. O preço de compra é só a primeira linha; o custo total é o que define o melhor negócio.

E se o imóvel que o cliente achou for melhor mesmo?

Admita e ofereça ajuda na verificação, negociação e documentação do outro imóvel. Você pode perder essa venda específica, mas ganha a confiança que gera as próximas, e o cliente que recebeu honestidade vira fonte de indicação.

Como identificar um anúncio-isca ou desatualizado?

Sinais comuns: preço muito abaixo dos comparáveis da região, fotos genéricas ou antigas e anúncio no ar há muito tempo. Antes de usar o anúncio como referência de preço, verifique se o imóvel está disponível e se o valor está vigente.