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Mensagem de prestação de contas ao proprietário

O proprietário não perde a paciência com a falta de venda. Perde com a falta de notícia.

A maioria dos corretores só fala com o proprietário quando tem novidade. O problema: venda de imóvel passa semanas sem novidade, e nesse silêncio o dono conclui que ninguém está trabalhando. Ele não cancela a autorização porque o imóvel não vendeu; cancela porque parou de acreditar que alguém estava tentando.

A prestação de contas periódica inverte isso. Relatório quinzenal, mesmo curto, mesmo sem visita nenhuma, prova movimento: quantas pessoas viram o anúncio, quantos contatos chegaram, o que você fez e o que vai fazer. O dado transforma "não aconteceu nada" em "aconteceu isto, e o plano é este".

Semana sem novidade não é semana sem relatório. É exatamente a semana em que o relatório mais protege a captação.

Bônus que quase ninguém percebe: o histórico de relatórios é seu maior ativo nas duas conversas mais difíceis da captação, o ajuste de preço e a renovação da autorização. Quem prestou contas por três meses tem lastro; quem sumiu, não tem nem cadeira na mesa.

Mensagens prontas para copiar

Troque o que está entre colchetes, [nome], [imóvel], pelos dados reais antes de enviar.

O relatório quinzenal padrão

A cada 15 dias, com ou sem novidade. O formato fixo cria hábito e confiança.

[nome], relatório da quinzena do [imóvel]:

Anúncio: ativo nos portais e com divulgação pra minha carteira.
Visualizações: em ritmo normal pra região.
Contatos: os que chegaram foram respondidos e qualificados.
Visitas: nenhuma marcada nesta quinzena.

Próximos 15 dias: vou reforçar a divulgação do anúncio e reapresentar o imóvel pros compradores do perfil na minha base.

Qualquer dúvida, me chama.

O relatório com números

Quando os portais fornecem métricas. O número concreto vale mais que qualquer adjetivo.

[nome], números do anúncio do [imóvel] nesta quinzena:

Visualizações, contatos recebidos e visitas, te mandei o print completo: [link]

Minha leitura: o anúncio está atraindo, e os contatos são de perfil certo. O funil está saudável até a visita; agora é volume e constância.

Seguimos firmes. Te atualizo de novo em 15 dias, ou antes, se algo acontecer.

A visita que não avançou

Depois de visita sem proposta. Notícia morna também é notícia, e devolvida rápido.

[nome], sobre a visita de [dia] no [imóvel]:

o casal gostou da localização e do tamanho, mas está comparando com mais dois imóveis e o orçamento deles está no limite. Vou manter contato e te aviso se evoluir.

Não é a proposta que a gente quer ainda, mas é sinal de que o anúncio está trazendo o público certo.

Sigo na divulgação e te atualizo na sexta.

A quinzena sem nada, com honestidade

Quando realmente não houve contato nem visita. A pior mensagem de esconder é esta.

[nome], relatório honesto da quinzena: foi fraca.

O anúncio teve visualizações, mas nenhum contato evoluiu pra visita.

O que vou fazer a respeito: trocar a foto de capa do anúncio, revisar o título e reapresentar o imóvel pra minha carteira com outra abordagem.

Se em mais duas semanas o quadro não mudar, te trago um diagnóstico mais fundo com os dados na mesa. Não vou deixar parado.

A notícia boa na hora

Interesse real ou proposta a caminho. Notícia boa não espera o dia do relatório.

[nome], notícia boa: o comprador que visitou o [imóvel] na [dia] pediu uma segunda visita, agora com a família.

Segunda visita com família é o sinal mais forte que existe antes de proposta.

Marquei pra [dia] às [hora]. Te ligo assim que terminar pra contar como foi.

O balanço mensal com ajuste

Fechamento do mês, quando os dados já sugerem algum ajuste de rota.

[nome], balanço do mês do [imóvel]:

O que funcionou: o anúncio atrai bem, as fotos seguram atenção.
O que não funcionou: os contatos chegam mas poucos marcam visita.

Quando esse padrão aparece, geralmente é hora de ajustar alguma coisa, posição de preço, descrição ou público da divulgação.

Quero te apresentar as opções com os números na mesa. Consegue [dia] no [período]? São 15 minutos.

O que não fazer

  • Só aparecer quando há novidade. Venda passa semanas sem novidade, e no silêncio o dono conclui que ninguém trabalha. O relatório sem novidade é o que mais protege a captação.
  • Esconder a semana ruim. Pular o relatório porque "não tem o que falar" ensina o dono a desconfiar. Quinzena fraca se reporta com honestidade e com o plano de reação junto.
  • Mandar textão sem estrutura. Relatório é pra ser lido em 30 segundos: o que aconteceu, minha leitura, o que vou fazer. Parágrafo corrido esconde a informação e cansa.
  • Reportar sem dizer o próximo passo. "Não tivemos visitas" sozinho é só má notícia. Com "e por isso vou fazer X" vira gestão. A diferença entre desculpa e plano é a última linha.
  • Prometer frequência e não cumprir. Pior que não prometer relatório é prometer quinzenal e sumir por um mês. A regularidade é o próprio produto, quebrou uma vez, o dono repara.

Perguntas frequentes

Com que frequência devo prestar contas ao proprietário do imóvel?

Quinzenal é o equilíbrio para a maioria das captações: frequente o bastante para provar trabalho, espaçado o bastante para sempre ter o que dizer. Notícia relevante, proposta, segunda visita, comprador quente, não espera o dia do relatório.

O que dizer ao proprietário quando não há nenhuma novidade?

Reporte os dados da divulgação (visualizações, contatos), sua leitura honesta e o que vai ajustar nos próximos dias. "Não aconteceu nada" vira "aconteceu isto, e o plano é este". A semana sem novidade é justamente a que mais precisa de relatório.

Prestação de contas não expõe demais quando o resultado está fraco?

Ao contrário: o dono percebe o resultado fraco de qualquer jeito, pela ausência de visitas. O relatório transforma essa percepção em confiança, porque mostra que você viu o problema antes dele e já está agindo. Quem esconde a quinzena ruim perde a renovação.

Relatório ajuda na hora de conversar sobre preço?

É o que torna a conversa possível. Depois de dois meses de relatórios com dados, a sugestão de reposicionar o preço chega como conclusão natural do histórico, não como opinião solta. Sem o lastro dos relatórios, a mesma sugestão soa como pressa do corretor.