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Mensagens de contraproposta para o comprador

Contraproposta não é rejeição, é interesse com condição. Quem não quer vender responde não e encerra.

Quando o proprietário contrapropõe, o comprador tende a ouvir "recusaram minha oferta". Mas o fato é o contrário: quem não quer vender responde não e encerra, quem responde com um número quer fechar negócio. A contraproposta é a prova de interesse mais concreta que existe numa negociação.

O trabalho do corretor nesse momento não é transmitir o número. É traduzir o enquadramento: sair de "eles recusaram" para "a distância entre vocês agora é de X". A primeira leitura encerra; a segunda convida a fechar.

Negociação morre menos por diferença de valor e mais por diferença de leitura. O número é o mesmo, o que muda é a história que cada lado conta sobre ele.

Mensagens prontas para copiar

Troque o que está entre colchetes, [nome], [imóvel], pelos dados reais antes de enviar.

O enquadramento do avanço

Assim que a contraproposta chega. Transforma o "não aceitou" em sinal de compra.

[nome], resposta do proprietário sobre o [imóvel]: ele não fechou nos [valor], mas fez uma contraproposta, [valor].

Isso é bom sinal. Quem não quer negociar responde não e encerra. Ele respondeu com um número: quer vender pra você.

A distância agora é de [valor]. Quer que eu tente aproximar mais, ou você já tem um limite em mente?

A que cedeu pouco

Contraproposta quase no preço cheio. Honestidade sua compra a próxima rodada.

[nome], o proprietário respondeu, mas cedeu pouco: [valor].

Vou ser honesto, esperava mais flexibilidade. Antes de você reagir, me deixa tentar mais uma rodada: me diz até onde você iria de verdade, e eu trabalho com esse teto sem te expor. Você não aparece como quem cedeu.

O meio do caminho

Os dois lados já se mexeram e a distância ficou pequena. Hora de propor o encontro.

[nome], estamos assim no [imóvel]: você em [valor], ele em [valor].

O meio do caminho seria [valor], e é nessa faixa que negócio costuma fechar quando os dois lados querem.

Se eu levar esse número como sua proposta final, topa?

A concessão que não é preço

O proprietário travou no valor mas cedeu em condição. Recoloca a conta inteira na mesa.

[nome], o proprietário segurou o valor em [valor], mas abriu flexibilidade em outra frente: [condição, prazo de desocupação, móveis planejados, divisão dos custos de cartório].

Às vezes o que falta no preço volta em condição. Somando tudo, o pacote pode valer mais que o desconto. Quer que eu coloque os números lado a lado?

O comprador irritado

O cliente levou a contraproposta para o pessoal. Separa a emoção da decisão.

Entendo a frustração, [nome]. Você fez uma proposta séria e esperava outra resposta.

Só não deixa a irritação decidir por você: o imóvel continua sendo o que você escolheu, e a mesa continua aberta. Se quiser, seguramos uns dias e retomamos com a cabeça fria.

O que eu não recomendo é encerrar hoje por causa de [valor].

O prazo da contraproposta

O comprador recebeu o número e sumiu para "pensar". Dá ritmo sem empurrar.

[nome], só pra alinhar: a contraproposta do proprietário pelo [imóvel] vale até [dia]. Depois disso ele volta a atender outras conversas.

Não precisa decidir agora, mas me diz até quando você consegue dar uma resposta, que eu seguro a posição com ele.

O que não fazer

  • Apresentar a contraproposta como derrota. "Ele não aceitou" mata o ânimo do comprador antes de o número ter chance. Abra pelo que avançou, não pelo que falta.
  • Transmitir o número sem tradução. Corretor que só repassa valor vira pombo-correio. Seu diferencial é o enquadramento: distância restante, sinal de interesse, caminhos possíveis.
  • Empurrar aceite na hora. Decisão de centenas de milhares de reais precisa respirar. Pressão no momento errado transforma dúvida em desistência.
  • Deixar a rodada sem prazo. Negociação aberta esfria e morre por inércia. Cada rodada precisa de uma data de resposta combinada com os dois lados.
  • Prometer ao comprador que o proprietário vai ceder. Se não ceder, quem quebrou a promessa foi você. Prometa o esforço, nunca o resultado.

Perguntas frequentes

A contraproposta veio muito alta. Ainda vale continuar?

Quase sempre sim, porque o proprietário sinalizou que quer vender, só ainda não no seu número. Vale mais uma rodada explorando condição (prazo, entrada, itens do imóvel) antes de encerrar por causa do valor.

Quantas rodadas de proposta e contraproposta são normais?

Não existe número fixo, mas a negociação saudável converge: a distância diminui a cada rodada. Se duas rodadas seguidas não aproximam nada, o problema não é preço, é motivação, e a conversa precisa mudar de assunto.

Devo contar ao proprietário o limite real do comprador?

Não. O corretor intermedia com lealdade aos dois lados: usa o limite para conduzir a negociação, sem entregar a posição de ninguém. Quem entrega o jogo de um lado perde a confiança dos dois.

E se o comprador desistir depois da contraproposta?

Registre o motivo real da desistência e mantenha o relacionamento, quem chegou a fazer proposta é comprador qualificado, e o próximo imóvel pode ser o certo. Avise o proprietário com transparência e reative a divulgação.