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Mensagens para avisar que existe outra proposta

A urgência real é o argumento mais forte que existe, e o blefe é o jeito mais rápido de nunca mais poder usá-la.

"Tem outra pessoa interessada" virou o grito de lobo do mercado imobiliário: de tanto ser usado em falso, o cliente já desconta por padrão. O paradoxo é cruel, quando a proposta concorrente é real, avisar é dever de lealdade com o interessado, e o único corretor que consegue ser acreditado nesse momento é o que nunca blefou.

A diferença entre informação e chantagem está na estrutura da mensagem. Chantagem usa suspense: "tem gente em cima, decide logo". Informação usa fatos verificáveis: data em que a proposta entrou, prazo que o proprietário deu para decidir, e a liberdade explícita de o cliente não seguir. Fato acalma; suspense cheira a tática.

Proposta fantasma fecha no máximo uma venda. A reputação de nunca inventar fecha todas as outras.

Mensagens prontas para copiar

Troque o que está entre colchetes, [nome], [imóvel], pelos dados reais antes de enviar.

O aviso factual

Proposta real entrou e há outro interessado em conversa avançada. Fatos, prazo, liberdade.

[nome], preciso te avisar de um fato novo: entrou uma proposta formal de outro interessado pelo [imóvel], hoje ([dia]).

O proprietário vai analisar as posições até [dia]. Como você estava em conversa avançada, é justo saber antes de ele decidir.

Se quiser formalizar a sua ou ajustar as condições, o momento é até [dia]. Se preferir não seguir, também me diz, sem problema nenhum.

A explicação do rito

O cliente perguntou como funciona a disputa. Nem sempre ganha o maior valor.

[nome], respondendo sua pergunta: quando há mais de uma proposta, quem decide é o proprietário, e nem sempre ganha o maior valor.

Ele pesa valor, forma de pagamento, prazo e segurança (crédito já aprovado conta muito).

Ou seja: se a sua condição é mais sólida, dá pra competir sem cobrir o número. Quer que eu monte sua proposta destacando esses pontos fortes?

A do cliente que acha que é blefe

A desconfiança apareceu, dita ou não. Enfrente-a de frente, nunca ignore.

[nome], justa a desconfiança, esse aviso já foi usado como tática por muita gente, eu sei.

Da minha parte: a proposta existe, entrou em [dia] e está com o proprietário. Não posso te mostrar os dados do outro interessado por sigilo da negociação, mas te garanto o que eu não faço: inventar concorrência. Minha palavra vale mais que qualquer venda.

A decisão segue sua, no seu tempo, só não posso segurar a do outro lado.

A do sem pressão

Depois do aviso, para tirar o peso. A urgência informada não vira ultimato.

[nome], te passei a informação da outra proposta porque era meu dever, não pra te apressar.

Se esse imóvel não for O imóvel, deixa ir: aparece outro, e eu te ajudo a achar. Agora, se bateu aquele aperto só de pensar em perder, isso também é informação. Confia nela.

O que prefere fazer?

A de melhoria de proposta

O cliente decidiu competir. Mostra a posição e os caminhos, sem empurrar nenhum.

[nome], com a segunda proposta na mesa, sua posição pelo [imóvel] ([valor]) precisa de uma decisão.

Caminhos possíveis: cobrir o valor concorrente, melhorar a condição (entrada maior, prazo menor, menos exigências) ou manter e aguardar a decisão do proprietário.

Qual te deixa confortável? Formalizo hoje mesmo o que você escolher.

A do imóvel vendido

O proprietário aceitou a outra. Quem perdeu um imóvel é o lead mais quente da carteira.

[nome], queria te contar antes que você visse o anúncio sair: o [imóvel] foi vendido, o proprietário aceitou a outra proposta.

Sei que dá frustração. O lado útil: agora eu sei exatamente o que você procura e o quanto você avança quando encontra.

Separei alguns imóveis com perfil parecido. Posso te mandar?

O que não fazer

  • Inventar proposta que não existe. O mercado é pequeno, os clientes conversam, e um blefe descoberto encerra sua credibilidade, não só com esse cliente, com a praça inteira.
  • Avisar sem fatos. "Tem gente interessada" soa a tática batida. Data de entrada da proposta e prazo de decisão do proprietário soam a fato, porque são.
  • Transformar o aviso em ultimato. "Decide agora ou perde" converte informação legítima em chantagem. Informe o prazo e devolva a decisão ao cliente, com a liberdade explícita de não seguir.
  • Revelar detalhes da proposta concorrente. Valor e dados do outro interessado são sigilo da negociação. Vazar para fechar venda é o mesmo defeito do blefe: ganha hoje, queima sempre.
  • Sumir quando o imóvel vai para o outro. Quem perdeu um imóvel na disputa já provou que decide e avança. Redirecionar essa energia para o próximo imóvel é a venda mais barata da sua carteira.

Perguntas frequentes

Sou obrigado a avisar o interessado de outra proposta?

Avisar quem está em negociação avançada é dever de boa-fé e protege as duas partes: o interessado decide com informação completa e o proprietário recebe as melhores condições possíveis. Omitir para conduzir o resultado corrói a confiança dos dois lados.

Posso revelar o valor da outra proposta?

Em regra, não, os termos de cada proposta são sigilo da negociação. O que se comunica é a existência da concorrência, o prazo de decisão do proprietário e, se o cliente quiser competir, orientação sobre como fortalecer a própria posição.

Como convencer o cliente de que não é blefe?

Com fatos verificáveis, data de entrada da proposta, prazo definido pelo proprietário, e com a liberdade explícita de ele não seguir. Quem pressiona precisa de suspense; quem informa entrega dados e devolve a decisão. O histórico de nunca ter blefado faz o resto.

O que decide entre duas propostas pelo mesmo imóvel?

O proprietário, pesando o pacote completo: valor, forma de pagamento, prazo e segurança do negócio. Uma proposta menor à vista ou com crédito aprovado frequentemente vence uma maior cheia de condições, por isso competir nem sempre significa cobrir o número.