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Mensagens para cliente que não apareceu na visita

Quem furou já sabe que errou. Seu trabalho não é lembrar o erro, é tornar barato pra ele voltar.

O cliente que furou a visita já está constrangido antes de você mandar qualquer mensagem. Ele sabe que errou. Qualquer tom de cobrança, mesmo sutil, tipo "aconteceu alguma coisa? te esperei lá", confirma o medo dele e dá o empurrão final pro sumiço definitivo.

A jogada é o oposto: assumir imprevisto e entregar a remarcação pronta na mesma mensagem. Quando responder custa um toque ("pode ser quinta às 18h"), o cliente sai do constrangimento pela porta que você abriu. Quando responder exige se explicar, ele não responde.

A mensagem pós-furo não é sobre o que aconteceu ontem. É sobre tornar o amanhã fácil.

Mensagens prontas para copiar

Troque o que está entre colchetes, [nome], [imóvel], pelos dados reais antes de enviar.

No horário, ainda no local

Passaram 10-15 minutos do combinado e nada do cliente. Pega o atrasado e já abre a remarcação pro ausente.

[nome], cheguei no [imóvel] e te espero por aqui até [hora]. Se estiver a caminho, tranquilo!

Se rolou um imprevisto, também tranquilo, me avisa que a gente remarca.

Uma hora depois

A visita não aconteceu e o cliente segue mudo. Zero cobrança, remarcação pronta.

[nome], imagino que apareceu algo aí, acontece.

Consigo remarcar pra [dia] às [hora] ou [dia] às [hora]. Qual fica melhor pra você?

No dia seguinte

O cliente não respondeu no dia do furo. Recomeça limpo, como se nada tivesse pesado.

[nome], ontem não deu certo, sem problema nenhum. O [imóvel] segue disponível.

Que tal [dia] às [hora]? Se preferir outro dia, é só falar.

Tom leve

Cliente com quem você já tem alguma intimidade. Humor suave tira o peso sem ironizar.

[nome], acho que a vida atropelou os planos ontem, acontece com todo mundo.

Bora tentar de novo? Tenho [dia] às [hora] livre pro [imóvel].

Segunda vez que fura

Dois furos seguidos. Mudar o formato: em vez de propor horário, devolver a escolha com sinceridade.

[nome], vamos fazer diferente dessa vez: em vez de eu chutar um horário, me diz qual dia e hora funcionam DE VERDADE pra você essa semana, pode ser de noite, pode ser fim de semana.

Eu me ajusto. Só quero achar o encaixe certo.

Encerramento com porta aberta

Depois de remarcações que não vingaram. Encerra o ciclo sem queimar a relação.

[nome], não vou ficar insistindo pra não te incomodar. O [imóvel] continua comigo e sua busca continua valendo por aqui.

Quando fizer sentido retomar, me chama que a gente recomeça de onde parou.

O que não fazer

  • Cobrar explicação. "O que houve? Te esperei uma hora" faz o cliente reviver o constrangimento, e sumir de vez.
  • Ironizar. "Fui dar uma volta à toa então rs" pode parecer leve pra você; pro cliente é bronca com fantasia de piada.
  • Mandar mensagem sem a remarcação dentro. "Vamos remarcar?" devolve a tarefa pro cliente. Duas janelas prontas resolvem com um toque.
  • Esperar dias pra falar. Quanto mais tempo passa, maior o constrangimento acumulado e mais difícil o retorno. A mensagem sai no mesmo dia.

Perguntas frequentes

O que dizer quando o cliente não aparece na visita?

Assuma imprevisto, nunca desinteresse, algo como "imagino que apareceu algo aí". E traga a remarcação pronta na mesma mensagem, com duas opções de dia e hora, pra que responder custe um único toque.

Devo cobrar explicação de quem faltou?

Não. Quem furou já sabe que errou; cobrar explicação confirma o constrangimento e empurra o cliente pro sumiço definitivo. O objetivo da mensagem é remarcar, não julgar.

Quantas vezes vale remarcar com quem já furou?

Depois da segunda falta, mude o formato: em vez de propor horários, peça ao cliente o dia e hora que funcionam de verdade e ajuste-se a isso. Se furar de novo, encerre com a porta aberta e invista seu tempo nos próximos.

Quanto tempo esperar antes de mandar mensagem?

Mande ainda no local, dentro da janela da visita. Essa primeira mensagem alcança quem está atrasado a caminho e já abre a remarcação, sem cobrança, pra quem não vem.